segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Texto Crítico / 2009

" A arte contemporânea manifesta-se através de uma liberdade nunca antes vista. Utilizando-se de suportes cada vez mais inusitados a fim de expressar temáticas das mais diversas , pode-se dizer que em arte contemporânea tudo é permitido e viva o legado de Duchamp!

Dessa maneira nosso olhar espanta-se diante de trabalhos realistas, que têm a coragem e a ousadia de se mostrarem claramente dentro desse atual panorama de significados ocultos, e por que não dizer, muitas vezes incompreensíveis.

O trabalho de Andrea Consentino perturba por justamente revelar-se , sem charadas ou exigência de repertórios amplos, sendo imagens acessíveis a qualquer olhar. E por falar em olhar, através da enorme escala a artista convida-nos a enxergar em close-up aquilo que normalmente permanece oculto.

Muito distante dos detalhes perfeitos alcançados através de recursos como o photoshop, na pintura de Andrea nos deparamos com aquilo que é realmente humano, desde a imperfeição de uma arcada dentária, até as inevitáveis rugas e marcas de envelhecimento.

Suas faces se expõem de forma incisiva, e através de expressões de dor, espanto ou travessura, nos deparamos com a nossa própria humanidade, com aquilo que nos aproxima e ao mesmo tempo nos diferencia.

Nesse sentido, é impossível sentir-se indiferente ao impacto causado pelas suas pinturas, que feitas à maneira tradicional, óleo sobre tela, revelam um desenho primoroso e trazem de volta à contemporaneidade um dos papéis fundamentais da arte, que é a identificação do espectador com o objeto artístico. "


Gabriela Albuquerque - crítica e curadora

Um comentário:

Ana Corso disse...

oi querida!!!

passando por aqui para te deixar um beijo, adorei o blog... vou te seguir! hehe

da uma olhada no meu tambem...

quando vamos nos verrr!?!?!

vamos marcar alguma coisa... uma breja ou qq coisinha...

bjinhos parabens pelas suas obras adoro todas elas!

:*